sexta-feira, maio 18, 2007

Desemprego qualificado

A taxa de desemprego subiu em Portugal para o valor mais elevado dos últimos 20 anos.
As qualificações académicas não têm sido garantia de estabilidade laboral, nem mesmo de possibilidade laboral...a precaridade é uma realidade que convive com as pessoas diariamente. E que as fragiliza.
Lembro-me de há tempos ter ido a uma hipermercado aqui em Braga onde estava a trabalhar como operadora de caixa uma ex-aluna minha que tinha tido um percurso académico brilhante. Aqui a exigente tinha-a avaliado com 19. Aquela não era claramente a meta que ela tinha traçado para ela própria. E talvez por isso tivesse estampada no rosto a desolação de quem se sente traída nos seus ensejos.
Há uma campanha publicitária recente onde se vê a Judite de Sousa (entre outras figuras bem-sucedidas profissionalmente) a vestir um papel que certamente lhe estaria reservado caso não fosse uma profissional qualificada. A mensagem da campanha é a de que sem qualificações as pessoas estão destinadas a ocupar um lugar menor (como se não ser pivot ou jornalista de uma estação de televisão ou estilista fosse uma condição de menoridade).

Se o país não apostar rapidamente em reformas sérias no que toca a questões de empregabilidade...teremos não tarda nada um Portugal repleto de mestres e doutores/as a ocupar lugares menores...

1 comentário:

Ludovina Azevedo disse...

Esse é o meu maior receio.
Dadas as condições, teremos de aceitar o que conseguirmos, tal como a sua ex-aluna.Mas é muito desmotivador estudar diariamente durante horas, com gosto, prazer, dedicação, sabendo que no final o reforço poderá não ser tao positivo.
No entanto, o " saber" ninguém mo tirará.
Um abraço,
Ludovina